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Como fazer testes de eye tracking no celular

by | Ago 6, 2026

Boas práticas

Como fazer testes de eye tracking no celular

Databrain LAB · 5 min de leitura
Qualquer pessoa que já usou um smartphone conhece o outro lado de ter milhões de apps à mão: a experiência arruinada por uma interface ruim. Por isso as equipes de produto e de experiência do usuário (UX) costumam passar por várias rodadas de testes, entrevistas e análises — com múltiplas iterações — antes de lançar algo que se considere realmente utilizável. O eye tracking permite entender o que as pessoas olham, em que ordem e por quanto tempo enquanto usam um app ou um site no celular. Mas medir a atenção em um telefone tem desafios próprios. Vejamos por quê e como se resolvem.

Por que é preciso um suporte para o celular

Um eye tracker de tela pressupõe que o sensor está posicionado abaixo da tela e que o participante se encontra a certa distância. Com essa informação calcula o ângulo que os olhos formam ao olhar as diferentes partes da tela. Usar esse mesmo hardware sobre um telefone — em vez de um computador — exige resolver duas questões:
  • As mãos. No celular usamos as mãos para deslizar e interagir. Se o sensor for colocado abaixo do telefone, as mãos o cobrem e se perdem dados. Por isso o telefone é montado em um suporte que deixa o sensor na posição correta, sem obstruções.
  • As dimensões e o ângulo. O telefone é menor e é segurado em um ângulo diferente do de um laptop. O sistema leva esse ângulo em conta para calcular a posição do olhar, então controlar a posição, o ângulo e a altura do sensor em relação à tela é essencial para uma medição precisa.
O suporte alcança o equilíbrio exato entre experimentação controlada e validade ecológica: é possível testar conteúdo móvel no ambiente para o qual foi pensado, sem comprometer a qualidade do dado.

Como analisar o comportamento no celular

O scroll infinito gera um estímulo interminável e difícil de agregar: cada pessoa rola em velocidade diferente, para em pontos diferentes e segue caminhos diferentes para completar uma tarefa. Há diferenças individuais no que capta a atenção e no que a sustenta. Para analisar isso com rigor usam-se três ferramentas:

Áreas de interesse (AOIs) dinâmicas

Permitem acompanhar elementos que se movem com o scroll, refletindo o percurso de cada participante. Assim é possível isolar o que é olhado e o que é ignorado, mesmo quando o conteúdo não fica parado na tela.

Gaze mapping (mapeamento do olhar)

Mapeia o olhar — que se desloca durante o scroll — sobre uma imagem de referência (por exemplo, uma captura do documento inteiro) por meio de visão computacional. Dessa forma os dados de vários participantes são agregados em um único mapa de calor, mesmo sobre estímulos longos como um site ou um feed.

Análise multimodal

Para entender não apenas qué olham mas o que sentem, o eye tracking se combina com facial coding (uma câmera que lê as expressões) e GSR (um sensor na mão que não é usada para deslizar). O resultado é uma leitura mais completa: a atenção e a emoção — valência e intensidade — diante do conteúdo, simultaneamente.
Em resumo: com um suporte adequado é possível testar conteúdo móvel em um telefone real sem perder qualidade de dado. E ao combiná-lo com AOIs dinâmicas e gaze mapping, praticamente não há limite para os estudos que se podem rodar em dispositivos móveis.
Na Databrain medimos a atenção e a emoção no celular, em condições reais. Conozca nuestro eye tracking de pantalla →

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